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8 Lições da corrida de r...

8 Lições da corrida de rua que podem ser ensinadas aos seus filhos e que têm tudo a ver com dinheiro

Para quem pratica, a corrida não é só uma atividade física, mas um estilo de vida que pode ensinar lições que extrapolam o universo esportivo e que podem ser passadas para as crianças de qualquer idade, e até ajudam no planejamento financeiro.



Foto mostra uma mãe com roupas de corrida ajoelhada em frente ao filho, que está de pé. Ambos são brancos, têm cabelos claros e usam roupas esportivas.

Se você conhece alguém que pratica corrida de rua, já deve ter ouvido falar no tal “barato do corredor”, aquela sensação de relaxamento e bem-estar misturada a uma euforia e energia crescentes que o corpo gera depois de um treino. Mas os impactos na saúde física não são os únicos benefícios provocados pela atividade. Para quem pratica, a corrida de rua é mais do que um esporte, é um estilo de vida que afeta diversas áreas da vida.  

E a Ciência corrobora com a percepção dos corredores. Um estudo, publicado na revista científica Nature, em 2016, já mostrava que a corrida age como um antidepressivo natural, pois a atividade melhora as conexões entre as células nervosas, reduzindo o estresse. 

Os efeitos no estresse, aliás, podem alcançar até o nível celular. Segundo pesquisadores, entre eles a bióloga Elizabeth Blackburn, que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 2009, a atividade pode reverter o impacto do estresse em nosso processo de envelhecimento. Já uma pesquisa, de 2018, publicada no Journal of Neurobiology of Learning and Memory, mostrou ainda que a corrida melhora a concentração e até a memória. 

Todos esses benefícios causam impactos diretos no dia a dia do corredor. Com mais energia, maior concentração e menos estresse, a produtividade no trabalho e as relações interpessoais melhoram, por exemplo. Mas para quem pratica, a corrida de rua também proporciona ainda outras lições, que são quase invisíveis, mas que já podem ser passadas às crianças. E esses aprendizados têm tudo a ver com dinheiro. 

Abaixo, confira quais lições são essas, segundo os próprios corredores e a relação delas com planejamento financeiro

Lição 1. Disciplina 

O engenheiro de computação Bruno Felthes, de 39 anos, começou a correr pouco antes da pandemia de covid-19. E o motivo se chama Rafael, seu filho de seis anos de idade. Bruno não estava com a saúde em dia, tinha uma rotina de alimentação desregrada e queria fazer mudanças nos seus hábitos para incentivar o filho também a comer melhor. Com acompanhamento profissional, ele colocou o esporte na sua vida e conseguiu melhorar a saúde com disciplina. 

“Eu já tentei muitas coisas, mas desta vez decidi ter um acompanhamento profissional e fazer tudo com calma. E precisei de disciplina para manter a corrida e a reeducação alimentar na rotina. E o Rafael já consegue entender isso”, conta Bruno.

Para o engenheiro, é mais fácil ensinar disciplina para o filho pelo exemplo. Segundo ele, ao acompanhar a disciplina do pai de seguir os treinos de corrida de rua à risca, Rafael ficou curioso sobre esportes e hoje pratica judô, futebol e natação. Neste ano, Bruno vai levar o filho à Disney Magic Run, para uma caminhada de 3 quilômetros. 

O que a disciplina tem a ver com dinheiro?

“O seu plano de ter uma reserva de emergência, de se aposentar ou realizar qualquer outro sonho não acontece do dia para a noite. É a disciplina que vai te deixar cada vez mais próximo do seu objetivo”, afirma Pedro Mota, gestor de Portfólios da Nu Asset, a gestora de investimentos do Nubank. 

Em entrevista ao site esportivo português Tribuna Expresso, o corredor queniano Eliud Kipchoge, dono de vários recordes de longa distância, disse: “Não tenho nenhum truque. Só foco e corro. O que me fez aguentar tanto tempo foi a disciplina: só os disciplinados são livres na vida. Se você é indisciplinado, é escravo da tua disposição e das tuas paixões”. 

Ou seja, sem disciplina é fácil desviar o foco. Além disso, para Mota, a disciplina previne a autossabotagem. “Ela ajuda a lidar com a realidade, porque a todo momento vai ter algo que pode sabotar o seu plano, como um gasto não planejado. Mas é importante não ser rígido nessa disciplina. É necessário um grau de liberdade no meio do caminho”, afirma.

Assim como na corrida, a disciplina te ajuda a manter o foco nas suas metas.

Lição 2. Consistência

No mundo da corrida, disciplina e consistência andam lado a lado. Neste caso, a disciplina é seguir o treino e completá-lo. A consistência é fazer isso repetidamente. Na casa do engenheiro Bruno Felthes, a consistência na corrida desencadeou uma rotina que também é acompanhada pelo filho Rafael. 

“A gente criou uma rotina com ele também, de ter horário para dormir, acordar, para fazer esporte, para ir para escola, para almoçar, jantar… e isso é todo dia, sempre nos mesmos horários, até durante o final de semana”, conta Bruno. 

Como a consistência afeta o seu planejamento financeiro?

“A consistência ajuda a alargar o seu horizonte de tempo e a reduzir o imediatismo no seu planejamento. Existem muitas formas de valorizar o seu patrimônio no mercado, mas todas têm uma única característica em comum, que é o horizonte de longo prazo. Mas para focar no longo prazo, você precisa de consistência nos seus investimentos e no seu planejamento”, afirma Pedro Mota. 

Lição 3. Organizar a agenda

A advogada Julia Dandara, de 26 anos, começou a levar a corrida “a sério” há pouco mais de um ano para aliviar a carga mental. 

“Comecei a correr na avenida perto de casa e para não surtar mesmo. Sempre admirei corredores e sempre quis correr, mas não tinha ideia de como funcionava esse mundo, mesmo sendo muito ativa. Não tinha um plano, mas aprendi, com outros esportes que pratiquei, que precisava colocar essa atividade na agenda para conseguir levar a corrida adiante”, afirma. 

Essa organização, conta Julia, também incentiva o seu filho, Khaleb, de oito anos. “Estou num ciclo de maratona, e vendo a minha organização e rotina, ele se sente motivado também, e agora faz natação, faça o frio que for. Também não vê a hora de ter idade para ir à academia.” 

É necessário ter dia e hora para lidar com o próprio dinheiro?

Assim como é preciso colocar a corrida de rua na agenda para que seja possível realizá-la, também é necessário reservar um tempo para prestar atenção no seu planejamento financeiro. 

“Hoje, temos acesso às nossas informações financeiras com os aplicativos, mas checá-los todo dia ou toda semana pode gerar ansiedade, principalmente em investimentos, e fazer você tomar decisões equivocadas, como vender ou comprar ativos em momentos errados. Acompanhar seu planejamento e os seus investimentos mensalmente já é uma boa frequência”, afirma Mota, da Nu Asset. 

Ele aconselha estabelecer uma frequência de acompanhamento do seu planejamento e investimentos de acordo com a sua situação financeira atual e seus objetivos. Se você estiver em um momento mais crítico, vale a pena olhar mais no detalhe. Mas se suas metas são de longo prazo e sua condição financeira for confortável, o ideal é acompanhar mensalmente ou até trimestralmente, dependendo do seu perfil de investidor. Só com acompanhamento frequente é possível identificar se é necessário fazer mudanças de rota. 

Lição 4. Começar, mesmo se for chato, e persistir

Se há 10 anos alguém perguntasse a administradora de riscos Julia Sant’Anna, de 32 anos, que ela correria uma meia-maratona, ela certamente riria. É que, embora Julia fosse muito ativa e gostasse de esportes, ela odiava a ideia de correr.  

“Eu achava correr impossível, difícil e chato. Mas quando me casei, meu marido me incentivou. Embora disciplina e consistência não fossem novidade pra mim, porque eu já era ativa, a corrida era algo novo, então foi, sim, um desafio, principalmente porque muita coisa influencia a corrida de rua, como o clima, seu humor e sua disposição. Mas persisti e hoje não vivo sem”, conta Julia, que corre há nove anos. 

Para ela, fica a lição de que, mesmo que chatas de início, algumas tarefas podem gerar prazer no médio prazo se você persistir nelas. E ela tenta passar esse aprendizado aos filhos Lucas, de seis anos, e Cecília, de quatro anos. 

“Esse tipo de lição é mais fácil passar fazendo, mostrando e vivenciando do que apenas falando. Eles entendem melhor dessa forma e sabem que há consequências quando algo não é feito, mesmo sendo chato. Por exemplo: quando algo sai da nossa rotina, a semana vira um caos e eles sentem isso”, conta. 

O que isso tem a ver com dinheiro?

Quando Julia fala que a corrida lhe parecia impossível, difícil e chata de início, ela poderia estar falando sobre educação financeira e investimentos. É que no mercado existem alguns mitos de que finanças é um assunto complicado. Mas é possível quebrar essa visão a partir do momento em que os efeitos da organização financeira ficam claros, afirma Pedro Mota.   

“Você não precisa necessariamente gostar para começar. Mas a partir do momento que você entende o valor dessa organização e a liberdade que ela te proporciona, é possível melhorar a sua vida e você passa a não viver mais sem esse planejamento”, diz. 

Assim como na corrida, comece o seu planejamento financeiro aos poucos, observando e anotando os seus gastos, entendendo a sua receita, organizando as suas dívidas, caso tenha alguma. Depois, coloque no papel tudo aquilo que quer realizar e distribua esses objetivos ao longo do tempo, de acordo com a importância de cada um deles e também considerando o custo financeiro dessas metas. 

“Você não começa a correr uma maratona do dia para a noite, assim como não passa de uma vida financeira desorganizada para organizada de um mês para outro. Comece tirando uma foto da sua situação financeira, vá evoluindo, mas dê tempo para esse processo de mudança. No primeiro mês, vai ser chato e complicado anotar todos os gastos, mas isso vai ficando mais fácil e automático depois de mais algumas semanas”, diz Mota.

Persistir e manter o ritmo na organização é um dos passos mais importante da corrida e do dinheiro.

Lição 5. Um profissional faz toda a diferença

Treinar com alguém pode ser um incentivo e tanto para não desistir, principalmente se a companhia for um profissional da área. O marido de Julia Sant’Anna é personal trainer e esse fato afeta a consistência dos treinos. 

“Correr sem suporte pode fazer você se machucar e até se frustrar, porque você não sabe correr ainda. Pra mim, um profissional faz toda a diferença na persistência, no foco e no planejamento”, afirma. É esse planejamento, feito com ajuda de um profissional, que permite a Julia, inclusive, ter mais tempo de qualidade com os filhos.

“Já tive períodos em que eu não conseguia fazer nada, mas com o planejamento da corrida eu consigo prestar mais atenção neles e ter mais energia, e isso me garante um tempo de mais qualidade com as crianças”, conta. 

Ter ou não ter um profissional na hora de lidar com o dinheiro?

Em finanças e investimentos, ter um profissional ajuda a reduzir as chances de erro no planejamento, mas é importante também não ficar refém dos conhecimentos de terceiros. Segundo Pedro Mota, entender o que está sendo feito com o seu dinheiro te dá autonomia nas tomadas de decisão. 

“Um profissional de confiança, certificado, com histórico comprovado e com quem você pode contar faz diferença e te ajuda a não cair em nenhuma furada. É bom ter essa salvaguarda, mas é melhor ainda aprender com esse profissional para, depois, se emancipar e tomar conta do seu próprio dinheiro”, afirma. 

Lição 6. Focar no autoconhecimento

As lesões fazem parte do histórico de corrida de Julia Dandara. E para evitar se machucar ainda mais, ela aprendeu a se auto-observar para entender os sinais que mostram quando ela precisa reduzir o ritmo da corrida de rua. E, para ela, esse é um dos aprendizados mais visíveis para o seu filho. 

“Um dia estou chorando porque não consegui concluir o treino e, no outro, chego feliz porque consegui. Ele vê tudo isso e já entende que nada como um dia após o outro, que a dor é passageira e que não tem outro caminho a não ser o da paciência e persistência. E, para isso, você precisa se conhecer e se fortalecer”, conta. 

Dandara diz ainda que em certos momentos seu filho a conhece melhor do que ela mesma. “Nesse ciclo de maratona em que estou, pensei em desistir por achar que não ia conseguir, mas ele disse ‘mãe, você consegue, vai dar certo’. Eu também aprendo com ele, todos os dias.”  

Autoconhecimento tem a ver com planejamento?

Sim. Na verdade, o autoconhecimento é o princípio de qualquer planejamento financeiro. Sem ele, não é possível identificar se as metas que você colocou no papel são realmente importantes para você. 

“A partir do momento que você entende o seu perfil de investidor, seu perfil de relacionamento com o dinheiro, de consumo e de estilo de vida, tudo fica mais fácil. Conheço pessoas que são conservadoras, mas foram influenciadas a investir em produtos de muito risco e perderam dinheiro. Se elas tivessem claro o perfil delas, não teriam se arriscado”, explica. 

Lição 7. Desempenho não é tudo

Julia Dandara vai participar da maratona de Nova York, nos Estados Unidos, que acontece em novembro de 2023. A prova é de 42 quilômetros e a maior distância que a advogada já percorreu foi de 28 quilômetros.  

“Esta é a minha primeira maratona e sei que é difícil sair de 28 quilômetros para 42 em um mês. Por isso, parei de olhar tempo e desempenho. Eu fui mãe com 17 anos e a sociedade sempre colocou uma pressão negativa sobre tudo o que eu queria fazer e a todo momento me diz que não vou conseguir. Então, não tem porquê eu buscar pressão e performance num esporte que é minha válvula de escape de tudo isso”, afirma.  

Desempenho também não é tudo nas finanças?

Sim, desempenho é importante no universo dos investimentos, mas não é tudo. De acordo com Pedro Mota, da Nu Asset, a consistência nos investimentos e no planejamento financeiro tem um peso maior do que a performance. 

“A gente precisa tirar essa carga pesada de que seu planejamento e sua carteira de investimentos precisam ser perfeitos. A nossa cultura exige produtividade e performance em tudo, até nas finanças, mas a realidade se impõe. No mercado financeiro, mais vale a disciplina e consistência de investir um pouco todo mês do que apostar grandes quantias naquele ‘ativo da vez’ – isso não existe. Foque no seu plano”, explica. 

Focar apenas no desempenho pode fazer a jornada ficar pesada. Aproveite o caminho.

Lição 8. O importante é a linha de chegada 

No filme “A maratona de Brittany”, a personagem principal, interpretada pela atriz Jillian Bell, pergunta a Seth (Micah Stock), seu amigo, por que ele corria tanto se era evidente que ele não ganharia uma prova de corrida de rua. Em resposta, ele diz que o importante não é ganhar, mas finalizar a competição. 

É com essa mentalidade que Dandara vai para a maratona de Nova York. “É muito mais sobre concluir aquilo que você se propõe a fazer, mesmo que o caminho não seja linear”, diz. 

O que isso tem a ver com dinheiro?

Tanto no planejamento financeiro como nos investimentos, a linha de chegada também é importante. Neste caso, ela representa o alcance do objetivo desenhado. Contudo, diferentemente da corrida, o caminho ao longo do processo faz diferença para os resultados. 

“Não tem como alcançar a linha de chegada, alcançar os seus objetivos, sem planejar bem o seu caminho a partir da largada. Aqui, o que você faz durante a jornada pode fazer você atingir sua meta mais rápido ou devagar, como também pode impedir que você chegue lá”, afirma.

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